EFEBuenos Aires

O novo ministro da Fazenda da Argentina, Hernán Lacunza, afirmou nesta terça-feira que a principal tarefa que tem pela frente é garantir a estabilidade da taxa de câmbio e a tranquilidade no país para a realização do processo eleitoral.

Segundo o sucessor de Nicolás Dujovne, que renunciou há três dias, a missão foi dada pessoalmente pelo presidente, Mauricio Macri, como um "objetivo prioritário". Além disso, o titular da pasta garantiu que não é preciso uma taxa de câmbio mais alta.

A moeda americana começou o dia avaliada em 58 pesos, depois de alcançar a marca de 63 pesoas na semana passada, diante do caos gerado no mercado, após a derrota do atual mandatário nas eleições primárias da Argentina, realizada no dia 11 deste mês.

Lacunza revelou já ter conversado com representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nos próximos dias, uma missão do órgão estará no país, para revisar as metas estabelecidas.

Dujovne, que era ministro desde janeiro de 2017, negociou e selou com o FMI, no ano passado, um acordo a três anos para um auxilio financeiro de US$ 56,3 bilhões (R$ 226,7 bilhões), diante do compromisso do governo local de um forte ajuste fiscal.

Lacunza, que já foi secretário da Fazenda da cidade de Buenos Aires, além de ter sido gerente do Banco Central e do Banco Ciudad, ainda anunciou que, no mês passado, houve superávit fiscal primário, além de antecipar que em agosto também será registrado resultado positivo.

O novo ministro lembrou que há década "um terço dos argentinos" não consegue sair da situação de pobreza, por isso, existe um dívida com a democracia no país. Macri, por sua vez, exaltou o escolhido e o agradeceu por aceitar o convite.

Quero te pedir para que, em cada decisão que tomar nos próximos meses, tenha sempre o foco de cuidar dos argentinos", disso presidente, na cerimônia de posse de Lacunza.