EFEPequim

O presidente da China, Xi Jinping, garantiu nesta quarta-feira, por videoconferência, na cerimônia de abertura do Fórum Empresariam Brics, que "aqueles que politizam" e aproveitam o cargo para "impor sanções", acabarão afetando "pessoas de todo o mundo".

No discurso, reproduzido pela imprensa do país asiático, Xi destacou que a guerra da Ucrânia, que Pequim não classifica como tal, faz "soar o alerta da humanidade".

O presidente chinês afirmou que está preocupado com o rumo que os demais países podem tomar "às custas dos demais".

"Ao enfrentar a agitação e a instabilidade no mundo, devemos levar, firmemente, em conta, a aspiração original da Carta da ONU, assim como nossa missão de promover a paz", disse Xi, que pediu esforços internacionais conjuntos.

O presidente chinês garantiu que os "confrontos de blocos" vão contra a paz e trazem "guerra e conflito", em um momento que a China percebe como os Estados Unidos buscam alianças entre seus vizinhos.

Xi defendeu, além disso, que se deve orientar o desenvolvimento global "para uma nova era", afirmando que "as aspirações das pessoas e os interesses da comunidade internacional" devem guiar todos os países.

Como fez em discursos anteriores, o presidente insistiu na necessidade de que todo o mundo se mantenha unido frente as dificuldades e lutem pelo "benefício mútuo", em que Pequim baseia suas relações internacionais.

Diante da dificuldade das cadeias de fornecimento e industriais, a flutuação de preços de matérias-primas e a inflação, Xi pediu a eliminação de "todas as barreiras que impedem o desenvolvimento das forças produtivas, para promover o desenvolvimento sólido da globalização".

"Todas as pessoas estão preocupadas em saber se a economia mundial cairá no atoleiro da crise", alertou Xi.

O presidente chinês apelou para a realização de esforços que melhorem a governança econômica mundial, dando "voz e representação aos mercados emergentes e países em desenvolvimento", dos quais os Brics - bloco que conta também com Brasil, Rússia, Índia e África do Sul -, são os principais representantes. EFE