EFEViena/Moscou

O ministro de Petróleo da Rússia, Alexander Novak, assegurou nesta segunda-feira que há consenso para prolongar durante nove meses o corte de produção de 1,2 milhão de barris diários de petróleo que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros produtores aliados mantêm desde o último mês de janeiro.

Novak disse que todos os países do comitê encarregado de vigiar o cumprimento desses cortes se mostraram de acordo com essa extensão, segundo a agência de notícias "Tass".

"Todos apoiaram a prorrogação de nove meses nos parâmetros do acordo que foram anunciados em dezembro do ano passado (e aplicados desde janeiro)", declarou Novak aos meios de comunicação que cobrem hoje em Viena uma reunião ministerial da OPEP, à qual se seguirá amanhã um encontro com os demais países que apoiam os cortes.

"A postura comum foi de que havia que incluir o período invernal e que era melhor prorrogar por todo o inverno", disse o ministro russo, citado pela "Tass".

Novak indicou que o comitê avaliou duas opções, prolongar o corte por seis ou nove meses, e que todos os membros apoiaram a extensão mais longa.

Os 14 sócios da OPEP devem decidir hoje sobre essa estratégia, e pactuá-la amanhã com outros dez produtores, entre eles a Rússia, que desde janeiro deste ano mantêm essa política de cortes para evitar a queda de preços.

A Arábia Saudita, líder natural da OPEP, e a Rússia, sua principal aliada na estratégia de cortes, já tinham anunciado no sábado passado durante a Cúpula do G20 no Japão que preferem que o corte se prolongue durante nove meses.