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A Rússia suspendeu as restrições às importações de folha de tabaco do Brasil, que haviam sido impostas em meados do mês devido à presença da mosca Megaselia scalaris, conhecida como "mosca jubarte", informou nesta quarta-feira o Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária russo (Rosselkhoznadzor).

De acordo com nota do órgão regulador, a decisão foi tomada após a divulgação de um relatório da Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) sobre a adoção de "medidas fitossanitárias abrangentes" para o restabelecimento da exportação de folhas de tabaco para a Rússia.

O Rosseljoznadzor proibiu as importações de folhas de tabaco de Brasil, Índia, África do Sul, Tanzânia e Malawi no último dia 19, após detectar a presença de moscas jubarte nos suprimentos.

O órgão de controle fitossanitário russo anunciou, após impor o veto, que alertou os órgãos competentes dos países afetados sobre a necessidade de uma revisão maior de suas exportações para a Rússia no ano passado.

No entanto, Brasil, Índia, África do Sul, Tanzânia e Malawi não responderam à carta do regulador russo "e não tomaram as medidas necessárias para interromper o fornecimento" dos produtos danificados.

O embargo gerou grande preocupação na indústria do tabaco da Rússia, que alertou sobre uma possível paralisação da produção de várias empresas.

Eduard Vorontsov, diretor do Conselho de Desenvolvimento da Indústria do Tabaco, afirmou em carta enviada ao primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, que os produtores locais não poderiam substituir 90% do tabaco afetado pelo embargo e seriam obrigados a declarar férias por tempo indeterminado para seus funcionários.