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A Telefônica lançará um plano de ação para transformar a empresa, que busca priorizar os investimentos em seus mercados estratégicos como Brasil, Espanha, Alemanha e Reino Unido, além de criar uma nova divisão digital chamada Telefônica Tech.

A iniciativa foi aprovada pelo conselho de administração, em Barcelona, junto com outras decisões importantes que "marcaram uma época na companhia", informou a operadora de telecomunicações à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV).

O objetivo é crescer em um modelo sustentável a longo prazo. Segundo a Telefônica, a nova divisão digital deve gerar mais de 2 bilhões de euros em receitas adicionais em 2022.

Além de focar em seus 4 principais mercados e na criação de uma divisão digital, a Telefónica acrescentou mais três pontos básicos ao plano: criar uma divisão de infraestrutura (Telefônica Infra); desenvolver um "spin-off" (diversificação) operacional sob uma única companhia de negócios na América espanhola e redefinir seu centro de operações.

A Telefônica indicou que, apesar de estar presente em 14 mercados, 80% das receitas são geradas nos quatro principais (Espanha, Reino Unido, Alemanha e Brasil), e que está se tornando uma prioridade "concentrar recursos nos mercados mais valiosos", segundo o comunicado enviado à CNMV.

De acordo com a empresa, no passado, a baixa penetração dos serviços de voz e dados, especialmente em países emergentes, assegurava o crescimento futuro, mas agora a crescente maturação dos mercados e o surgimento de novos concorrentes sujeitos a diferentes regras exigem abordagens estratégicas altamente focadas.

O presidente da companhia, José María Álvarez-Palette, confirmou que Ángel Vilá continuará como diretor de operações, assim como os encarregados para Alemanha (Markus Haas), Reino Unido (Mark Evans), Brasil (Christian Gebara) e Espanha (Emilio Gayo).

O objetivo da criação da Telefônica Tech é aproximar os negócios digitais e acompanhar as empresas clientes em sua transformação digital.

A Telefônica Tech, que será liderada por José Cerdán (até agora responsável global pelo segmento B2B - clientes empresariais), terá como foco a cibersegurança, cloud e internet das coisas (IoT)/big data.

Estas atividades, de forma agregada, já estão alcançando aumentos de faturamento superiores a 30%", disse a Telefônica, que adverte que esta nova divisão estará "aberta a aquisições que complementem o portfólio".

A alavancagem proporcionada pela incorporação de novos sócios servirá para acelerar exponencialmente o crescimento, acrescentou a empresa.

Já a Telefônica Infra foi criada para agrupar participações em veículos de infraestrutura de comunicações, com serviço a operadores e incorporação de sócios.

O primeiro ativo será a participação de 50,01% na Telxius, e a empresa também nasce "aberta a diferentes esquemas de participação acionária e aos melhores parceiros para cada ativo".

A Telefônica Infra será liderada por Guillermo Ansaldo, até agora responsável pelos recursos globais.

A divisão que reunirá todos os negócios da empresa na América Latina - com exceção do Brasil - terá como objetivo atrair investidores e obter sinergias, sob a direção de Alfonso Gómez, até então encarregado da Hispam Norte, e reportando à diretora de finanças e controle de gestão, Laura Abasolo.

Deixaram o comitê executivo Mariano de Beer, que foi chefe de comércio digital nos últimos três anos, e Bernardo Quinn, que recentemente comandou a Hispam Sur. Ambos permanecerão na empresa em cargos não executivos.

No comando de Vilá permanecerão no novo organograma os quatro responsáveis pelos principais mercados, os diretores de Tech e Infra, e Enrique Blanco (tecnologia e arquitetura) e Chema Alonso (consumo digital).

A essas oito áreas se juntará uma nona, a de soluções de negócios, que será dirigida por José Cerdán, tornando esta função compatível com a gestão da Telefônica Tech.