EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou nesta quarta-feira o México pela ratificação do T-MEC, acordo assinado entre os dois países e o Canadá para substituir o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), e cobrou que o Congresso americano faça o mesmo.

"Parabéns ao presidente (Andrés Manuel) López Obrador. O México votou pela ratificação do USMCA (sigla em inglês do T-MEC) hoje com uma grande margem. É tempo de o Congresso (dos EUA) fazer o mesmo", escreveu Trump no Twitter.

A mensagem foi publicada após o Senado do México ratificar o acordo firmado entre os três países por 114 votos a favor, 4 contra e três abstenções.

Na mesma linha que Trump, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, destacou no Twitter que o México acabava de se tornar o primeiro país a ratificar o novo tratado comercial.

Pence também alfinetou o Congresso americano ao dizer que o país vizinho segue "fazendo mais" pelos EUA do que o legislativo. "É tempo de dar um passo adiante", cobrou.

As partes assinaram o novo tratado em 30 de novembro de 2018, no último dia de mandato do agora ex-presidente mexicano Enrique Peña Nieto, e para que entre em vigor deve ser ratificado pelos parlamentos dos três países.

A renegociação do Nafta começou em agosto de 2017, a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o classificava como o pior acordo comercial da história do país.

López Obrador também foi ao Twitter comemorar a ratificação do T-MEC. "Nos antecipamos ao Canadá e aos Estados Unidos, e com isso voltamos a reiterar nossa determinação, convicção, de manter relações de amizade e cooperação para o desenvolvimento com ambos os países", afirmou López Obrador em vídeo divulgado na rede social.

Para o presidente do México, a expressiva apoio dos senadores mostra que há unidade no país e consenso para fortalecer as relações com EUA e Canadá.

"Queremos a integração não só dos governos e das relações econômicas ou comerciais, queremos a integração de nossos povos, da nossa América", ressaltou López Obrador.