EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta quarta-feira as críticas à política monetária implementada pelo Federal Reserve (Fed), o banco central do país, e reclamou do alto valor do dólar em relação a outras moedas.

Trump tem exigido um corte de 1 ponto percentual nas taxas básicas de juros do país, que estão atualmente entre 2% e 2,25% depois do corte promovido pelo Comitê de Mercado Aberto do Fed em 31 de julho.

"Estamos indo bem com a China e outros acordos comerciais. O único problema que temos é (o presidente do banco central) Jay (Jerome) Powell e o Fed. Ele se parece um golfista que não pode fazer um putt (tacada suave), não tem tato", escreveu Trump.

As novas críticas de Trump a Powell, indicado por ele ao cargo em 2018, ocorrem em um momento de tensão no mercado financeiro, que teme uma recessão da economia americana nos próximos dois anos, em especial depois da inversão dos rendimentos dos treasuries de 10 e de 2 anos, um fenômeno que antecedeu as últimas crises.

"Teremos um crescimento enorme (da economia) dos EUA se ele (Powell) fizer o correto: um grande corte. Mas não contem com ele. Até agora, ele se equivocou e nos deixou mal", disse Trump.

"Estamos competindo com muitos países que têm baixas taxas de juros e nós deveríamos estar abaixo deles. Ontem, o dólar atingiu o maior valor na história. Não há inflação. Acorde, Federal Reserve", continuou o presidente americano na rede social.

Apesar das afirmações sobre a força da economia dos EUA e de negar a possibilidade de uma recessão no futuro próximo, Trump anunciou ontem que cogita reduzir os impostos sobre os salários no país para incentivar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) americano.

A economia dos EUA cresceu 2,1% no segundo trimestre de 2019, um ritmo mais lento que os 3,1% registrados nos três primeiros meses do ano. EFE

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