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A duquesa de Sussex, Meghan Markle, manifestou interesse por uma controversa campanha de acadêmicos e estudantes negros destinada a conseguir a "descolonização" dos programas de estudo das universidades britânicas, informou neste domingo o jornal "The Sunday Times".

A campanha procura fazer frente ao suposto legado imperialista e de racismo existente nas universidades com a incorporação de escritores e pensadores negros em seus programas.

A iniciativa não esteve isenta de polêmica desde que seus seguidores tombaram em 2016 uma estátua do empresário e colonizador britânico do século XIX Cecil Rhodes em Oxford.

Rhodes foi um grande defensor da colonização e fundou o país que depois de sua morte levaria seu nome, Rodésia, sobre uma região do sul da África que atualmente é ocupada por Zâmbia e Zimbábue.

Segundo o jornal, a esposa do neto da rainha Elizabeth II se interessou pela campanha durante uma visita que fez neste mês à Universidade da City de Londres como patrocinadora da Associação de Universidades da Commonwealth.

Concretamente, Meghan, encorajou os alunos a "iniciar" um debate sobre o que é ensinado nas universidades, já que a atual maneira de estudar poderia estar "realmente antiquada", afirmou a publicação, que acrescentou que a ex-atriz exclamou, aparentemente, um "Oh, Meus Deus!" ao receber informação de que a maioria dos professores são homens brancos.

A duquesa se interessou particularmente após escutar uma apresentação de Meera Sabaratnam, que respalda a campanha para conseguir a "descolonização" do programa da Escola de Estudos Orientais e Africanos (SOAS, em inglês), diz o jornal.

Durante esta visita, Meghan Markle se surpreendeu após conhecer a falta de professores negros e de mulheres nas universidades britânicas, onde a maioria são docentes homens e brancos.

O estudante sul-africano Ntokozo Qwabe foi o encarregado de liderar os protestos no Oriel College da Universidade de Oxford que levaram à retirada da estátua de Rhodes, pois afirmou que lembrava à escravidão.