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O mausoléu de Vladimir Lenin, que esteve fechado durante dois meses para trabalhos rotineiros para a conservação da múmia do fundador do Estado soviético, voltará a ser aberto ao publico na quarta-feira.

O anúncio foi feito hoje pelo Serviço Federal de Proteção da Rússia (FSO, por sua sigla em russo), responsável pela segurança dos altos cargos do país e que tem jurisdição sob o mausoléu situado na Praça Vermelha onde, desde 1924, o corpo embalsamado do líder bolchevique é exposto.

O FSO não informou sobre os trabalhos "profiláticos rotineiros" realizados no mausoléu, que habitualmente pode ser visitado de terça-feira, quarta-feira, quinta-feira e aos sábados das 10h até as 13h local.

Como regra, a cada dois anos especialistas do Centro de Biotecnologias dependentes do Instituto de Plantas Aromáticas e Medicinais da Academia de Ciências da Rússia realizam uma série de procedimentos bioquímicos para preservar a múmia de Lenin.

Os cientistas russos asseguram que graças às novas tecnologias, o corpo de Lenin pode ser conservado praticamente de maneira indefinida.

Em 2013, o mausoléu foi submetido a uma profunda reconstrução para corrigir uma inclinação que tinha ocorrido em seus alicerces.

Lenin não deixou testamento e sua viúva, Nadezhda Krupskaya, se opôs à exposição do corpo de seu marido e disse que este tinha expressado o desejo de descansar junto com sua mãe e com seu irmão no cemitério Volkovskoye de São Petersburgo.