EFEJerusalém

Várias mulheres árabes com nacionalidade israelense que trabalhavam como faxineiras em um colégio da colônia judia de Karnei Shomron, no território palestino ocupado de Cisjordânia, foram demitidas a pedido de alguns pais, que não queriam trabalhadores árabes no centro, informou a imprensa local.

Um grupo de pais foi a seu representante comunitário, Yigal Lahav, convocou um dia de greve durante o qual cerca de 40 alunos faltaram a aula e ameaçou fechar a escola até que fossem expulsos todos os funcionários árabes, segundo o jornal "Times of Israel".

"A atmosfera na comunidade levou a um comportamento inadequado para as faxineiras, e inclusive à castigos e ameaças por parte de alguns pais membros do comitê", afirmou o conselho local em comunicado.

"Depois de uma discussão com o comitê de pais, chegamos à conclusão que não podemos nos permitir chegar a esse discurso e comportamento na comunidade, e decidimos retirar a empresa de limpeza da escola imediatamente", acrescentou a carta sobre o incidente, que Lahav qualificou de "lamentável" e provocado por uma "minoria pequena e ruidosa".

"Embora possa entender os que sofreram um ataque terrorista e que o medo reviva nos seus corações, não há lugar em Karnei para esses comentários. Não podemos aceitá-los no Estado de Israel", disse o líder comunitário.

Organizações de defesa de direitos humanos como o Centro para as Vítimas do Racismo classificaram o comportamento dos pais de "vergonhoso" e lamentaram que o conselho, apesar de condenar "a incitação", acabou demitindo as vítimas, o que é "inaceitável e ilegal".