EFEBuenos Aires

A ministra da Saúde da Argentina, Carla Vizzotti, admitiu nesta quarta-feira que o elenco do Boca Juniors será mantido em observação", devido aos contatos ocorridos durante as brigas que aconteceram após o apito final da partida de ontem, contra o Atlético Mineiro, disputada em Belo Horizonte.

A titular da pasta justificou a decisão por causa dos "contatos que ocorreram fora do estipulado", depois da vitória do Galo por 3 a 1, nas cobranças de pênaltis, que valeram vaga nas quartas de final da competição continental.

"É preciso avaliar exatamente como foi o transporte, a situação e tudo isso. Nós vimos algumas imagens, mas precisamos ter a informação do clube, da AFA (Associação de Futebol Argentino)", conforme explicou Vizzotti, em entrevista à "Radio la Red".

A ministra garantiu que o objetivo do governo é estudar o caso como acontece em todas as outras suspeitas epidemiológicas no país.

BRIGA NO MINEIRÃO.

A delegação do Boca Juniors perdeu o voo de volta à Buenos Aires após briga que começou ainda nos vestiários do Mineirão, após a eliminação na Libertadores, com isso, só poderá voltar para a Argentina quando os envolvidos prestarem depoimento em delegacia de Belo Horizonte.

A confusão foi provocada por integrantes do clube argentino, que precisaram ser contidos por policiais logo depois da derrota. Vários jogadores do Boca, inclusive, foram encaminhados para unidade da Polícia Civil da capital mineira, onde acabaram dormindo.

A revolta 'xeneize' começou com a anulação de um gol que poderia ter dado a classificação às quartas de final, em que as imagens do VAR foram avaliadas pela arbitragem e indicaram a irregularidade.

Depois de agressões contra dirigentes, funcionários e jogadores do Galo, assim como da segurança do estádio e policiais, membros do Boca vandalizaram grades de proteção, caixa de som e outros objetivos, além de terem jogado garrafas com água nos adversários.

O Boca tinha voo marcado para meia-noite de ontem (horário de Brasília), mas por causa da confusão, precisou adiar a viagem e só poderá embarcar quando os pivôs da briga tenham prestado esclarecimentos junto às autoridades.

Até o momento, pelo menos oito integrantes da delegação 'xeneize' foram identificados nas câmaras de segurança do Mineirão, o que levarão a serem acusados por agressão e danos ao patrimônio.