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Uma comissão da Fifa estará presente nesta quinta-feira no estádio Azadi, em Teerã, onde o Irã receberá a seleção do Camboja, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, na primeira vez em 40 anos que as mulheres serão autorizadas a acompanhar um jogo de futebol.

O grupo da entidade que estará na capital iraniana contará com especialistas de direitos humanos, segurança e competições. A mesma delegação já havia viajado para Teerã, no fim do mês passado, para abordar com as autoridades locais o livre acesso do público feminino nas partidas.

Os primeiros contatos aconteceram depois da morte de Sahar Jodayari, de 29 anos, que ateou fogo no próprio corpo, após tentar entrar em um estádio disfarçada de homem, em março, para tentar acompanhar um jogo entre o local Esteghlal e o Al Ain, do Emirados Árabes.

A torcedora passou dois dias na detenção por ser flagrada no palco da partida, depois foi libertada, mas quando descobriu que iria à julgamento podendo ser presa por seis meses, ateou fogo no corpo. Ela, que teve 90% de queimaduras no corpo, morreu no mês passado.

No último dia 22, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou que seriam permitidas mulheres no jogo entre Irã e Camboja, que além de valer pela competição qualificatória para o Mundial, também vale pelas Eliminatórias para a Copa da Ásia de 2023.

Apesar da presença das mulhres, organizações como a Human Rights Watch (HRW) e a Open Stadiums questionaram a limitação de público feminino na partida, que será de 4,6 mil, para uma capacidade total de 78 mil lugares no estádio.