EFEMelbourne (Austrália)

Após ter recebido uma série de críticas, o tenista sérvio Novak Djokovic, líder do ranking da ATP, disse nesta quinta-feira que a carta que enviou ao diretor do Aberto da Austrália, Craig Tiley, com uma série de exigências foi mal interpretada

O heptacampeão do primeiro Grand Slam do ano se dirigiu a alguns de seus colegas de circuito em um grupo Whatsapp para coletar reclamações sobre o severo isolamento ao qual estão sendo submetidos antes do torneio e transmiti-las na forma de uma lista com sugestões a Tiley.

A crítica mais severa veio do australiano Nick Kyrgios, que chamou Djokovic de estúpido por duvidar de um protocolo imposto para evitar uma nova onda de contágio em uma cidade que passou por uma quarentena dura por mais de 100 dias durante os meses de julho, agosto, setembro e outubro.

"Ganhei meus privilégios pela maneira sacrificial como caminhei, por isso é tão difícil ser um mero observador sabendo quanta ajuda eu teria recebido daqueles acima quando eu era pequeno e insignificante", justificou-se o tenista de Belgrado em suas redes sociais.

O atual campeão também disse que pediu para realizar a quarentena de duas semanas sob as mesmas condições que a maioria dos atletas, em Melbourne, ao contrário de Adelaide, onde há outra "bolha" com os tenistas mais destacados. No entanto, segundo ele, o pedido foi rejeitado devido à capacidade dos hotéis selecionados para acomodar os participantes na capital do estado de Victoria.

De fato, os jogadores selecionados para passar o período de 14 dias em Adelaide têm uma vantagem quando se trata de se preparar para o Slam, pois puderam ser acompanhados por uma equipe maior e não apenas por duas pessoas, como os de Melbourne.

"Os melhores jogadores têm melhores condições porque seus quartos têm varanda. Isso foi visto como tratamento preferencial, mas eles são os melhores", declarou o diretor do Aberto da Austrália. EFE

jcs/dr