EFERio de Janeiro

O atacante Josef Martínez afirmou nesta segunda-feira que a Venezuela precisará fazer diferente do que aconteceu há três anos, quando foi derrotada por 4 a 1 pela Argentina nas quartas de final da Copa América Centenário.

"É a hora da verdade. Há três anos a Argentina nos tirou, nos Estados Unidos. Não sei se é revanche, temos que ir jogo a jogo. Obviamente, todos querem ganhar, e tomara sejamos nós", ressaltou o jogador em entrevista concedida antes do treino na Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx) no Rio de Janeiro.

Assim como em 2016, as seleções se enfrentarão novamente pelas quartas de final da Copa América na próxima sexta-feira, no estádio do Maracanã. Martínez garantiu que a 'Vinotinto' está preparada para eliminar a 'Albiceleste', mas deixou claro que, para isso, não bastará a equipe se concentrar apenas em anular Lionel Messi.

"Sabíamos que poderíamos encarar um rival dessa magnitude. Não sei é necessário ter sorte ou não (para anular Messi), mas cada um tem o seu método. Todo mundo fala de Messi, Messi e Messi, mas ele precisa dos companheiros também. Não é somente Messi, o que nos preocupa é a Argentina, não Messi", destacou.

Artilheiro da Major League Soccer em 2018, com 31 gols, o jogador do Atlanta United disse que, aém da preocupação com Messi ou qualquer outro adversário, a Venezuela precisa focar em impor o seu ritmo de jogo.

"O que nos preocupa somos nós. A Argentina pode apresentar o que sempre teve, mas nos preocupa como a enfrentaremos e como entraremos em campo", acrescentou.

Na opinião de Martínez, não dá para usar como referência o amistoso disputado em março, em Madri, no qual a Venezuela foi muito superior à Argentina e venceu por 3 a 1.

"Temos que nos esquecer do que aconteceu meses atrás. São partidas vividas de formas diferentes. Naquela vez fizemos uma excelente partida. Eles também tiveram chances, mas nós soubemos aguentar, tivemos sorte e aproveitamos as oportunidades que tivemos. Temos que fazer o mesmo que fizemos (no empate de 0 a 0) contra o Brasil, por exemplo, embora toda partida seja diferente", frisou.