EFEMiami (EUA)

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou nesta sexta-feira a criação de um novo formato do Mundial de Clubes para 2021, com 24 equipes, e insistiu que é possível realizar uma Copa do Mundo com 48 seleções no Catar, mas a decisão a respeito de 2022 só será tomada em junho.

O novo Mundial, "um real Mundial de Clubes" nas palavras do dirigente, ocorrerá nas datas que eram destinadas à Copa das Confederações e a cada quatro anos.

A Uefa já se mostrou contrária a uma ampliação do atual formato da competição, mas deve seguir negociando. A Associação de Clubes Europeus (ECA) enviou uma carta à entidade europeia para ressaltar que nenhum dos seus 232 membros está disposto a participar do novo Mundial, o que pareceu não incomodar Infantino.

"Todas as grandes equipes vão participar. Vamos continuar conversando, mas a visão da Fifa é incluir todos. A nossa responsabilidade hoje era tomar uma decisão. Respeito as posições de todos, mas tenho certeza que clubes, ligas, jogadores e associações ficarão muito satisfeitos", disse o dirigente ao comentar a rejeição dos clubes em entrevista coletiva.

Infantino declarou que o novo formato do Mundial terá um "impacto positivo no calendário internacional" e que "ocupará um espaço que já estava reservado para jogar", em referência à antiga Copa das Confederações.

O Conselho da Fifa também divulgou nesta sexta-feira que considera "viável" uma Copa do Mundo com 48 seleções no Catar, em 2022, mas adiou a decisão definitiva para junho, quando haverá a reunião do Congresso em Paris, antes da Copa do Mundo feminina na França.

"Conhecemos a situação da região. O Catar está aberto a essa opção (ampliação de 32 para 48 seleções) e veremos o que se pode fazer. Estudaremos as possibilidades e, em junho, haverá uma proposta ao Congresso", pontuou Infantino, que se mostrou aberto à participação de outros países que quiserem organizar o torneio com o Catar.

O bloqueio imposto por Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein e Egito, que consideram que o Catar apoia grupos terroristas, faz com que Omã e Kuwait apareçam como possíveis "parceiros" na organização da próxima Copa.

"Uma Copa do Mundo com mais 16 seleções significa mais despesas e também mais recursos, mas estamos confiantes que será possível equilibrar as despesas com o faturamento. É uma oportunidade para 16 outros países que podem sonhar com a chance de classificação. Na Rússia, houve equipes como a Itália - tetracampeã - a Holanda, vice-campeã em 2010, o Chile e os Estados Unidos que não se classificaram. O número ideal é 48", destacou Infantino.

O Congresso da Fifa já definiu que México, Estados Unidos e Canadá sediarão em 2026 uma Copa do Mundo com 48 seleções. Se esse formato for mantido no Catar, a Copa de 2022 passará de 64 para 80 partidas, com uma duração de 32 dias.

A decisão definitiva sobre o assunto será tomada em 5 de junho, dia em que Gianni Infantino será reeleito como presidente por ser o único candidato.

O presidente da Fifa também revelou que a Copa do Mundo feminina, que será disputada de 7 de junho a 7 de julho na França, contará com o sistema de videoarbitragem (VAR). EFE

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