EFERedação Central

O Comitê Disciplinar da Fifa encerrou nesta sexta-feira um procedimento aberto contra a federação de futebol do Equador (FEF) sobre a suposta escalação irregular do lateral-direito Byron Castillo em oito jogos pelas Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo, e com isso a seleção do país poderá disputar o torneio, para o qual havia se classificado em campo.

"Após analisar toda a documentação recebida pelas partes, o Comitê Disciplinar da Fifa decidiu encerrar o procedimento disciplinar iniciado contra a FEF", disse a entidade internacional sobre a decisão, que pode ser alvo de recurso no Comitê de Apelação da própria Fifa.

A resolução, assinada pelo ganês Anin Yeboah, vice-presidente do Comitê Disciplinar, indefere uma queixa da federação de futebol do Chile (ANFP) - que acabaria beneficiada com a vaga na Copa caso o Equador fosse excluído.

A decisão foi recebida com satisfação pela FEF, cujo presidente, Francisco Egas, rapidamente se manifestou em redes sociais.

"Hoje a justiça esportiva foi feita, sempre soubemos estar do lado certo, vamos Equador!!", escreveu.

A federação chilena havia apresentado alegações sobre uma possível falsificação dos documentos de concessão da nacionalidade equatoriana a Byron Castillo, que supostamente teria nascido na Colômbia.

A ANFP alegou que, com base no artigo 22 do código disciplinar da Fifa, o Equador deveria perder os pontos obtidos nas partidas das quais o jogador do Barcelona de Quito participou, o que permitiria à seleção chilena subir para o quarto lugar nas Eliminatórias sul-americanas, garantindo vaga direta na Copa. Em campo, o Equador se classificou diretamente, atrás de Brasil, Argentina e Uruguai. O Peru, que terminou em quinto lugar, vai disputar uma repescagem contra a Austrália valendo uma vaga no torneio que vai acontecer no Catar. O Chile havia ficado em sexto e eliminado.

Byron Castillo foi escalado pelo técnico Gustavo Alfaro para as duas partidas contra o Paraguai e o Chile e em uma ocasião contra Uruguai, Bolívia, Venezuela e Argentina.

O advogado da federação chilena (ANFP), o brasileiro Eduardo Carlezzo, disse nesta terça-feira que "a Copa do Mundo será manchada" se o Equador a disputar e insistiu que há "provas suficientes" de falsificação sobre a origem do jogador. EFE