EFENova York

A Human Rights Watch (HRW) cobrou nesta segunda-feira que a Fifa seja mais ágil ao se posicionar sobre as denúncias de assédio sexual, físico e psicológio feitas pelas jogadoras da seleção do Afeganistão.

Em junho, o então presidente da Federação Afegã, Keramuddin Keram, foi banido do futebol pelo Comitê de Ética da entidade internacional e ainda foi condenado a pagar uma multa de 1 milhão de francos suíços (R$ 4,1 milhões), por abuso de poder, assédio e ameaças contra atletas.

"O que realmente põe em prova as políticas de direitos humanos da Fifa, é se o esporte é seguro para mulheres e meninas no Afeganistão. Elas não terão certeza até que todos os agressores, inclusive quem permite os crimes, sejam banidos", afirma, em comunicado, a diretora de iniciativas globais da HRW, Minky Worden.

A organização pediu que todos os dirigentes da Federação de Futebol Afegã apontados como suspeitos de envolvimento com o caso, sejam investigados pelo procurador-geral do país asiático e, se houver evidências suficientes, levados a julgamento.

"Jogadoras, técnicos e delatores se arriscaram muito durante os últimos três anos, colhendo provas e enviando denúncias por escrito à Fifa, contra os poderosos líderes da federação, inclusive, o presidente, Keramuddin Karim", aponta o texto.

A Humam Rights Watch critica a Fifa por não ter aberto uma investigação contra todos os dirigentes da Federação Afegão que poderiam estar envolvidos, de diferentes formas, no caso.

No mês passado, a técnica da seleção feminina do Afeganistão, Kelly Lindsay, enviou carta ao suíço Gianni Infantino, presidente da Fifa, que reclama da entidade não ter abordado a "cultura de abusos" pelas mãos do alto escalão da modalidade.