EFESão Paulo

Os Jogos Pan-americanos de Lima serão os primeiros deste século sem a presença do nadador Thiago Pereira, que se aposentou em 2017 com o recorde de medalhas do evento, com 23 medalhas, 15 delas de ouro.

Presente nas quatro últimas edições do Pan - Santo Domingo 2003, Rio de Janeiro 2007, Guadalajara 2011 e Toronto 2015 -, o ex-atleta de Volta Redonda-RJ superou no Canadá, quatro anos atrás, a marca do ginasta cubano Érick López, que de 1991 a 2003 subiu ao pódio 22 vezes.

Em Lima, Pereira, que ainda é dono de vários recordes sul-americanos, se dividirá entre as funções de embaixador da Organização Esportiva Pan-americana (antiga Odepa, agora Panam Sports) e comentarista de televisão.

Thiago despontou no Sul-Americano de 2002, em Belém, com o título dos 200 metros peito, e um ano depois, nas estreia nos Jogos Pan-Americanos, subiu ao pódio duas vezes: com a prata nos 200 metros medley e o bronze nos 400 metros medley.

Depois disso, vieram várias participações em torneios internacionais até a chegada aos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Na Grécia, o melhor resultado foi o quinto lugar nos 200 metros medley.

Depois dos Jogos, foi campeão mundial em piscina curta dos 200 metros medley, em Indianápolis. Com uma crescente carreira internacional e a experiência de viver e treinar nos Estados Unidos, chegou ao Pan do Rio, onde conquistou oito medalhas, seis delas douradas.

Ainda em 2007, além disso, foi escolhido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) como o melhor atleta do ano. Um ano depois, quebrou o recorde mundial em piscina curta dos 200 metros quatro estilos, e em 2008 esteve perto do pódio olímpico em Pequim, com o quarto lugar também nos 200 metros medley.

Nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, o nadador fluminense obteve seis medalhas de ouro. Aos 25 anos de idade, já se aproximava do recorde de López.

A medalha olímpica enfim veio em Londres 2012, mas não nos 200 metros medley, em que foi quarto colocado, e sim nos 400 metros medley, em uma prova na qual superou a lenda Michael Phelps e ficou atrás apenas do também americano Ryan Lochte.

De volta ao Pan, em Toronto 2015, conquistou três ouros em revezamentos - 4x100m livre, 4x200m livre e 4x100m medley -, e quebrou o recorde de medalhas com uma prata nos 200 metros medley e um bronze nos 200 metros peito.

Em 2017, com 31 anos e meses depois de ter terminado em sétimo lugar nos 200 metros medley no Rio 2016, Thiago decidiu se aposentar.

Junto com César Cielo, campeão olímpico dos 50 metros livre em 2008, é um dos nadadores de maior sucesso no Brasil recentemente. Sucederam Fernando Scherer, o Xuxa, e Gustavo Borges, no gosto dos fãs do país.

Waldheim García Montoya.