EFEJerusalém

Israel ultrapassou na segunda-feira a marca de 1,5 mil mortes por Covid-19, um terço delas no mês passado, e o ministro da Saúde, Yuli Edelstein, alertou nesta terça que o atual confinamento vai durar mais do que o esperado.

"Não é possível que o confinamento seja suspenso em uma semana e meia", disse o ministro em entrevista à rádio pública "Kan", embora não tenha especificado por quanto tempo pretende estender o confinamento.

"Temos visto as lições da primeira onda da doença e, desta vez, a desaceleração do confinamento será feita de forma gradual e responsável", acrescentou.

O confinamento atual entrou em vigor em 18 de setembro e na última sexta-feira teve um aumento em suas restrições, limitando bastante a atividade econômica e restringindo ainda mais a liberdade de circulação.

O agravamento do confinamento coincidiu com alguns dos feriados judaicos mais importantes do ano, o que tem levado a população ultraortodoxa a ignorar boa parte das restrições, não apenas durante as cerimônias religiosas, mas também no dia a dia.

Segundo o jornal conservador "Israel Hayom" publica hoje, o número de casos confirmados de coronavírus em cidades e bairros ultraortodoxos disparou na semana passada, algo que as autoridades de saúde atribuem à celebração do Rosh Hashanah (Ano Novo Judaico), na semana passada.

Durante o dia do Yom Kipur (Dia do Perdão), que durou de domingo à tarde até a noite passada, a polícia multou quase 4 mil pessoas por violar as restrições de movimento, não usar máscara, abrir suas lojas ou não respeitar as ordens de isolamento.

Israel, com uma população de 9 milhões, registrou mais de 230 mil casos de Covid-19 desde o início da pandemia, quase metade deles no mês passado. Atualmente, são 65 mil casos ativos, dos quais 755 estão em estado grave. EFE

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