EFEKatmandu

Quase uma semana depois de ter quebrado seu próprio recorde de maior número de escaladas ao topo do monte Everest, o alpinista nepalês Kami Rita Sherpa voltou a alcançar nesta terça-feira o teto do mundo, somando 24 ascensões.

O experiente escalador, de 49 anos, começou a escalada ao Everest, que tem 8.848 metros de altitude, no dia 18 de maio, depois de um breve intervalo de três dias no acampamento-base após a 23ª ascensão.

"Kami Rita chegou ao cume do Everest às 6h38 de terça-feira (21h53 da segunda-feira em Brasília)", disse à Agência Efe Mingma Sherpa, diretor da companhia responsável pela expedição, Seven Summit Treks.

O escalador nepalês partiu ontem à noite do acampamento 4, situado a 8 mil metros de altitude, o último antes do cume, e chegou ao topo da montanha na manhã de hoje, explicou Mingma.

"Esta é sua última escalada ao Everest nesta temporada", disse o diretor da Seven Summit Treks, que antecipou que a meta de Kami Rita de escalar o Everest pelo menos 25 vezes "será concluída no próximo ano".

Rita, natural da aldeia de Thame e que atualmente trabalha como guia de escalada na Seven Summit Treks, escalou o Everest pela primeira vez em 13 de maio de 1994, quando tinha 24 anos.

Em 2017, o guia nepalês igualou o recorde de 21 ascensões estabelecido por Apa Sherpa e Phurba Tashi Sherpa, que atualmente estão "aposentados".

Além do Everest, Kami Rita escalou o K2, a segunda montanha mais alta do mundo, e o Lhotse, uma vez cada um, o Manaslu duas vezes, e oito vezes o Cho Oyu.

Com essas ascensões, Kami Rita já escalou 36 vezes montanhas com mais de 8 mil metros, todas na cordilheira do Himalaia.

Mas "não importa quanta experiência você tenha, sempre existe medo ao escalar o Everest", disse à Efe Rita em abril deste ano, antes de iniciar sua façanha.

"Ele é imparável e audaz. Levando em conta a paixão pelo montanhismo e o amor por seu trabalho, não acredito que ele vai se aposentar depois de escalar (o Everest) 25 vezes", disse à Efe um oficial do governo nepalês no acampamento-base do Everest, Gyanendra Shrestha.

"Ele não parece cansado ou pressionado por escalar o Everest. É uma máquina", acrescentou o funcionário do país asiático.