EFEOdessa (Ucrânia)

O Shakhtar Donetsk recomendou nesta sexta-feira que a Fifa visite Mariupol e Kharkiv, após a entidade descartar a possibilidade de exclusão da Federação Russa como membro, ressaltando que essa recusa levanta a necessidade de mudanças dentro da própria Fifa.

Em entrevista à "Freedom", o diretor-geral do Shakhtar, Sergei Palkin, afirmou que "não excluir a Rússia desta organização ao mesmo tempo que o mundo inteiro está contra ela, é estranho e não cabe na mente".

"Quando as pessoas na sede da Fifa se sentam e olham pela janela no Lago Genebra, provavelmente veem realidades diferentes. Talvez devessem enviar seu pessoal a Mariupol e Kharkiv para levar esse assunto mais a sério", acrescentou.

Ele ressaltou que em seu congresso realizado em Doha, a Fifa concordou que as federações de futebol do Paquistão, Zimbábue e Quênia - que segundo Palkin "estão causando muito menos danos do que a Rússia" - permaneçam suspensas.

No entanto, a associação não abordou a questão impulsionada pelo Shakhtar de excluir a Rússia, criticou.

Palkin destacou que essa forma de ação corrobora a necessidade de transformação dentro da própria federação e garantiu que continuará pressionando a Fifa e também a Uefa.

A agência de notícias ucraniana "Unian" lembrou que representantes do Shakhtar Donetsk abordaram a Fifa e Uefa com um pedido para excluir a Rússia dessas organizações. EFE