EFEBelo Horizonte

Apenas três dias depois de ter sido vice-campeão estadual ao empatar com o Cruzeiro, o Atlético-MG já tem uma nova decisão para disputar nesta terça-feira, contra o Nacional do Uruguai no Mineirão, em jogo que pode valer para o Galo uma sobrevida na Taça Libertadores.

No fim de semana, o campeão continental de 2013 até saiu à frente do rival, com gol de Elias, mas um pênalti convertido pelo ex-atleticano Fred permitiu à Raposa dar a volta olímpica pelo segundo ano consecutivo.

Na competição continental, a situação não é nada fácil. Atlético é terceiro colocado no grupo E, com três pontos, à frente apenas do Zamora, que ainda não pontuou. O Tricolor é vice-líder, com nove, três a menos que o já classificado Cerro Porteño.

Dessa forma, para avançar, o Galo tem que bater o Nacional e o Zamora, torcer para que a equipe uruguaia perca para o Cerro em Montevidéu na última rodada e ainda tirar uma diferença de seis gols no saldo.

Na rodada anterior, o time mineiro foi goleado pelo representante paraguaio por 4 a 1 em Assunção, o que culminou com a demissão do técnico Levir Culpi. Quem tem a missão de comandar o Atlético na busca pelo milagre é Rodrigo Santana, nomeado de maneira interina.

Para o duelo com o atual vice-campeão uruguaio, o treinador tem alguns problemas para escalar o Atlético. O atacante Geuvânio não está inscrito na Libertadores, enquanto o zagueiro Réver é dúvida por causa de uma lesão no tornozelo direito.

O meia Cazares, substituído no primeiro tempo no sábado, vem sentindo dores musculares e vem sendo contestado por questões disciplinares.

O Nacional, que precisa apenas de um empate para avançar, fez nesta segunda-feira o último treino em Montevidéu antes de viajar para Belo Horizonte. A principal ausência é o experiente goleiro Esteban Conde, que, gripado, será substituído pelo panamenho Luis Mejía. Por outro lado, o lateral Marcos Angeleri e o meia Matías Zunino estão de volta.

Prováveis escalações:.

Victor; Guga, Réver (Leonardo Silva), Igor Rabello, Fábio Santos; José Welison, Elias, Chará, Luan, Maicon Bolt; Ricardo Oliveira. Técnico: Rodrigo Santana.

Nacional-URU: Mejía; Cotugno, Corujo, Carballo e Viña; García, Gabriel Neves e Rodríguez; Fernández, Castro e Bergessio. Técnico: Álvaro Gutiérrez.

Arbitro: Fernando Rapallini (Argentina), auxiliado pelos compatriotas Diego Bonfa e Gabriel Chade.

Estádio: Minerão, em Belo Horizonte.