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O técnico da seleção do Uruguai, Óscar Tabárez, descartou nesta quinta-feira a possibilidade de montar um esquema com marcação individual sobre Lionel Messi na estreia da Celeste na Copa América, nesta sexta-feira, contra a Argentina, em Brasília.

"Vamos levar em conta como é Messi em todos os jogos em que já nos enfrentamos antes. Ele disputa tantos jogos, já vi tantos jogos de Messi pela Argentina, pelo Barcelona, e suas apresentações. Além do fato de que ele sempre surpreende com seu talento, ele tem muitos pontos em comum, você pode fazer um perfil. Não vai haver marcação individual, pobre de quem tenha que fazer isso. Algumas equipes já tentaram", comentou o 'Maestro'.

As declarações de Tabárez foram dadas um dia após a chegada do elenco a Brasília, cidade na qual será disputado o clássico do Rio da Prata amanhã. no Estádio Nacional Mané Garrincha.

"Vamos com expectativa, está bem claro para todos na equipe o que temos que tentar, e depois veremos o que acontece. Vamos enfrentar uma equipe muito qualificada, com um bom futebol. Eles se aproximaram muitas vezes do gol do Chile, mas não tiveram tanta sorte", analisou o treinador ao falar do empate da 'Albiceleste' com os chilenos na primeira rodada.

Enquanto elogiava o potencial da Argentina, particularmente seu jogo pelos lados e a força das jogadas aéreas, em mais de uma ocasião Tabárez destacou a habilidade de Messi, a quem descreveu como "o rei da precisão". O técnico uruguaio, que está no cargo desde 2006 e provavelmente sairá após a Copa do Mundo do ano que vem, disse o que é preciso para buscar um bom resultado.

"Não cometer erros, porque às vezes entramos com excesso de energia; ter confiança, atitude, mas também calma interior porque não é uma final, é o começo de uma série contra um adversário qualificado, que vemos como um clássico. Não é um jogo qualquer, os jogadores sabem disso, nós uruguaios nos sentimos assim", afirmou.

Tabárez teve na entrevista coletiva a companhia do zagueiro Diego Godín, capitão da 'Celeste'. O defensor foi perguntado sobre o possível fim de um ciclo na seleção, já que ele tem 35 anos, enquanto os atacantes Edinson Cavani e Luis Suárez, 34.

"É um ciclo que gerou mais que sucesso esportivo, mas um sucesso social aa nível nacional, até o ponto em que a energia positiva fez a população cada vez mais torcedora da seleção", destacou Godín, que elogiou o treinador do Uruguai.

"Para mim é uma honra ter compartilhado todo este caminho com o 'Maestro' e me sentir ainda importante para tentar ajudar a seleção, dentro e fora de campo", declarou.

Sobre o jogo contra a Argentina, Godín enalteceu o trabalho do técnico adversário, Lionel Scaloni, e admitiu esperar por dificuldades.

"Scaloni fez crescer a regularidade e o funcionamento da Argentina, principalmente porque formou um grupo jovem em torno de Messi. Será um jogo parelho, intenso e disputado", previu.