EFEBuenos Aires

Assim como os presidentes de Venezuela e Cuba, Nicolás Maduro e Miguel Díaz-Canel, o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, classificou que Evo Morales deixou o poder na Bolívia neste domingo como vítima de um "golpe de Estado".

No Twitter, Fernández disse que um "acionamento conjunto de civis violentos, policiais autoaquartelados e a passividade do Exército" foram responsáveis por Morales deixar a presidência.

O agora ex-presidente boliviano renunciou em meio aos violentos protestos que vêm ocorrendo desde o dia seguinte às eleições de 20 de outubro na Bolívia. O motivo da combustão nas ruas é a denúncia de opositores - corroborada hoje pela Organização dos Estados Americanos (OEA) - de que houve fraude na apuração dos votos daquele pleito, no qual ele venceu em primeiro turno e conseguiu o quarto mandato consecutivo.

Para Fernández, que assumirá a presidência da Argentina em 10 de dezembro, o "povo boliviano deve escolher o quanto antes, em eleições livres e informadas, seu próximo governo".

"Depois desta quebra institucional, a Bolívia deve voltar o quanto antes para o caminho da democracia através do voto popular e sem proscrições", acrescentou.

Fernández também repudiou "a violência desatada" que impediu Morales de "concluir seu mandato presidencial e alterou o curso do processo eleitoral".

Para o presidente argentino eleito, "o compromisso da Argentina com a institucionalidade e contra qualquer forma de golpe de Estado no continente deve ser total". EFE

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