EFENursultan/Moscou

A aliança militar pós-soviética liderada pela Rússia, a Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), começou nesta quinta-feira a retirar os 2.030 soldados que foram enviados ao Cazaquistão após o país ser abalado por protestos violentos no começo do mês.

Em Almaty, maior cidade cazaque e epicentro das manifestações, que tiveram início no dia 2 depois do anúncio de aumento dos preços do gás liquefeito, uma cerimônia de despedida dos soldados foi realizada no Instituto Militar do Exército, de acordo com o portal "Tengrinews".

O comandante do contingente de "manutenção da paz", o general russo Andrei Serdiukov, agradeceu a todos pelo trabalho na missão, que começou no dia 6, um dia após o presidente do Cazaquistão, Kasim-Yomart Tokayev, pedir ajuda à OTSC para acabar com o que chamou de "ameaça terrorista".

Nursultan procurou justificar a repressão aos protestos e a presença da OTSC no Cazaquistão alegando que os manifestantes são "terroristas internacionais", embora não tenha apresentado nenhuma evidência.

Até agora, os protestos deixaram ao menos 164 mortos, 1.000 feridos e mais de 10.000 detidos. EFE