EFEBuenos Aires

A Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT) da Argentina autorizou o uso da vacina dos laboratórios Pfizer/BioNTech contra a covid-19 para crianças entre 5 e 11 anos, confirmaram nesta quinta-feira fontes oficiais à Agência Efe.

Em entrevista à imprensa argentina, a ministra da Saúde, Carla Vizzotti, destacou que a autorização veio depois que a farmacêutica apresentou a documentação exigida pelo órgão regulador na semana passada.

"Estamos trabalhando com a Pfizer e com a Moderna porque queremos ter o maior número de plataformas, como sempre fizemos", disse a ministra à emissora de TV "La Nación +".

Ela também afirmou que o governo argentino aguarda o progresso da Moderna junto aos órgãos reguladores dos Estados Unidos e da União Europeia para autorizar seu uso na população de 5 a 11 anos.

Até agora, a única vacina autorizada na Argentina para menores de 11 anos era a chinesa Sinopharm, permitida a partir de 3 anos, enquanto a Pfizer e a Moderna são aplicadas em adolescentes com mais de 12 anos.

A titular da pasta da Saúde explicou que a Argentina vacinou 70% das crianças entre 3 e 11 anos com uma dose, enquanto outros 47% têm a dosagem completa.

"Estamos trabalhando para acelerar a vacinação nas sete semanas que faltam para o início do ano letivo, para que o início das aulas seja o mais seguro possível", disse Carla Vizzotti, acrescentando que o alto percentual de vacinação da população pediátrica contribuiu para reduzir o impacto da variante ômicron.

Essa autorização ocorre no momento em que o país passa pela terceira onda da pandemia: desde o início do ano, as autoridades sanitárias registraram mais de 1,7 milhão de casos e 1.459 mortes por covid-19.

Até agora, o governo apenas impôs a utilização do passe sanitário para eventos de massa, evitando qualquer outro tipo de restrição enquanto o país atravessa a temporada de verão.

Em relação à campanha de vacinação, iniciada no final de 2020, 86% da população argentina recebeu a primeira dose da vacina, outros 75% receberam a segunda e 22% receberam a dose de reforço. EFE