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Pelo menos 20 pessoas morreram nesta quarta-feira em um ataque a um ônibus no qual viajavam membros da Guarda Revolucionária do Irã, o corpo de elite das Forças Armadas do país.

De acordo com informações da agência estatal "Irna", o atentado terrorista aconteceu no sudeste do país, na província de Sistão-Baluchistão.

Os soldados da Guarda que foram alvo do ataque iriam substituir, no turno da noite, outros membros desdobrados na região.

Por enquanto, nenhum grupo reivindicou o ataque, mas a zona do ataque, fronteiriça com o Paquistão, foi palco de vários atentados recentes realizados por extremistas sunitas.

No último dia 2, um membro deste corpo de elite morreu e cinco ficaram feridos em um atentado a uma base na cidade de Nik Shahr, enquanto em dezembro duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas após a explosão de um carro-bomba diante de uma sede da polícia na cidade portuária de Chabahar.

Os Guardiães da Revolução, junto ao Exército, já foram alvo de um grave atentado em setembro que terminou com 24 mortos e 60 feridos durante um desfile militar na cidade de Ahvaz (oeste).

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou esse atentado, assim como os cometidos em junho de 2017 em Teerã, no qual 17 pessoas morreram.

Após os atentados de Ahvaz e Teerã, os Guardiães da Revolução bombardearam com mísseis bases do EI na Síria.