EFEWashington

A autópsia feita no corpo do milionário Jeffrey Epstein, acusado de criar uma rede de tráfico sexual de menores e encontrado morto na prisão, mostra fraturas no pescoço, segundo informações publicadas nesta quinta-feira pelo jornal "The Washington Post".

O periódico, que não citou uma fonte específica, disse se tratar de detalhes presentes nas primeiras conclusões do exame. A legista principal da cidade de Nova York, Barbara Sampson, realizou a autópsia no domingo e havia se limitado a dizer que a determinação da causa de morte ficava pendente.

Epstein, de 66 anos, era acusado de criar a rede de tráfico em suas mansões em Nova York e na Flórida e deveria receber visitas dos guardas na prisão a cada 30 minutos.

O "Washington Post" acrescentou que, segundo um legista ouvido pela publicação, que preferiu não ser identificado, as fraturas múltiplas de ossos no pescoço podem ocorrer nas pessoas que se enforcam, particularmente se têm idade mais avançada. "Mas são muito mais comuns em vítimas de homicídio por estrangulamento", ponderou.

Em 23 de julho, Epstein foi encontrado morto em sua cela com marcas no pescoço, e não foi possível reanimá-lo. Sampson afirmou em comunicado que nenhum fator isolado em uma autópsia pode proporcionar por si mesmo uma resposta conclusiva ao ocorrido.

Os dois guardas de segurança da prisão que estavam encarregados de vigiar a cela de Epstein dormiram e falsificaram o registro para encobrir o seu erro, segundo o jornal "The New York Times".

A morte de Epstein está sendo investigada tanto pelo FBI quanto pelo Departamento de Justiça, cujo titular, William Barr, já adiantou que houve irregularidades na prisão e prometeu uma prestação de contas. EFE

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