EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, comprometeu-se nesta quinta-feira a acelerar a doação de vacinas contra a covid-19 a outros países diante da propagação da variante ômicron.

Em um discurso delineando sua estratégia para lidar com a pandemia neste inverno no hemisfério norte, Biden prometeu que seu governo vai doar mais 200 milhões de doses a outros países nos próximos 100 dias, ou até meados de março.

"Isso nos colocará no caminho certo para entregar mais de 1,2 bilhão de doses ao resto do mundo (desde o início da pandemia)", disse Biden em um discurso da sede dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH).

Até agora, os EUA doaram mais de 275 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 para 110 países, incluindo 94 milhões de doses para nações africanas, de acordo com a Casa Branca.

O governo Biden também reservou doses mais que suficientes para vacinar a própria população americana, que ainda não superou o ceticismo: apenas 59% dos cidadãos dos EUA receberam o esquema vacinal completo, e 21% uma dose de reforço.

"Os EUA estão fazendo sua parte, e nós faremos mais. Mas esta é uma pandemia, global, e precisamos combatê-la juntos. E isso inclui ajudar países que não são particularmente amigáveis em relação a nós", afirmou Biden, cujo governo, por exemplo, enviou vacinas para a Nicarágua, apesar das tensões políticas.

Biden também agradeceu à África do Sul por "prontamente" notificar o mundo sobre o surgimento da variante ômicron, dizendo que tal transparência na contenção da pandemia deveria ser "encorajada e aplaudida".

O presidente americano reiterou que os Estados Unidos vão exigir que todos os viajantes que quiserem entrar no país apresentem um teste negativo para coronavírus dentro de 24 horas antes do voo, independentemente do status de vacinação ou país de embarque, a partir da próxima segunda-feira.

Os EUA confirmaram nesta quinta-feira o segundo caso da variante ômicron em seu território. O primeiro foi anunciado ontem na Califórnia, e o segundo se refere a um morador do estado de Minnesota que viajou para Nova York para a convenção Anime NYC 2021, da qual participaram 53 mil pessoas entre 19 e 21 de novembro. Ele já tinha sido vacinado e desenvolveu "sintomas leves" da covid-19 que desde então foram resolvidos. EFE