EFEBogotá

A prefeita de Bogotá, Claudia López, determinou nesta terça-feira que a cidade terá uma quarentena de três dias entre sábado e segunda-feira para mitigar a propagação da Covid-19, pandemia da qual a capital da Colômbia é o principal foco.

"No sábado, domingo e segunda-feira vamos todos ficar em casa, vamos estar em quarentena geral em toda Bogotá, o abastecimento estritamente essencial e as atividades de saúde estarão autorizadas, obviamente a vacinação será todos os dias, porque a vacinação faz parte do cuidado de nós mesmos", disse Lopez.

Em Bogotá, tanto os casos positivos quanto a ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) aumentaram nas últimas semanas e, até o momento, a cidade acumulou 694.715 infecções e 14.506 mortes.

Claudia López explicou que esta medida e outras como a que a circulação de pessoas é restringida de acordo com o último dígito do seu documento de identidade, foram aprovadas ontem em uma Comissão Epidemiológica Nacional Extraordinária, na qual esteve presente o ministro da Saúde, Fernando Ruiz.

A prefeita também se reuniu com os representantes das empresas prestadoras de serviços de saúde e garantiu que a partir de hoje até 13 de abril, serão realizados testes em massa para detecção da Covid-19, rastreamento e isolamento de quem apresentar sintomas nesses exames.

"Bogotá pode fazer até 20 mil exames diários, com resultados em 48 horas", disse a prefeita, o que permitirá detectar as infecções precoce a tempo de garantir o isolamento e mitigar a velocidade de disseminação, que se reflete na demanda por leitos em UTI e internação.

Com essas medidas, a capital colombiana busca aumentar a capacidade hospitalar, conter a transmissão comunitária e reduzir o impacto da terceira onda que está prevista ocorrer na última semana deste mês.

Essas novas medidas se somam às anunciadas ontem que determinam a suspensão e reprogramação de procedimentos de média e alta complexidade que possam necessitar de UTI.

Outras cidades colombianas adotaram restrições de mobilidade contra a pandemia que deixou 2.456.409 infectados e 64.293 mortes no país até agora.