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A Bolívia registrou oito semanas consecutivas de aumento de casos de covid-19, marcando a quarta escalada de contágios e afetando principalmente pessoas que não foram vacinadas, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira.

"Houve oito semanas de aumento contínuo do número de casos", o que está a afetando "com mais força as pessoas que não foram vacinadas", uma vez que cerca de 90% dos doentes de covid-19 nos hospitais têm em comum o fato de não terem recebido a imunização, disse o ministro da Saúde, Jeyson Auza.

Na última semana, foi relatado um aumento de 13% de infecções em nível nacional, mas desta vez, ao contrário da semana anterior, houve regiões que mostraram uma redução nos casos e outras que mantiveram a tendência ascendente.

No último dia, a Bolívia registrou 411 novos casos da doença e seis mortes, sendo Santa Cruz, o maior e mais populoso departamento do país, a região mais atingida durante esta quarta onda de contágios, de acordo com o mais recente relatório diário.

Essa quarta onda no país, com dias em que o número de casos notificados passou de mil, tem uma taxa de mortalidade de 0,8%, muito inferior ao primeiro pico em 2020 de 6,2%, e o segundo e terceiro, que ocorreram no primeiro semestre deste ano, de 2,7% e 2,8%, sucessivamente.

O processo de vacinação que começou no final de janeiro aplicou 8.336.770 doses de Sinopharm e Sputnik V, obtidas através de aquisições estatais, e de AstraZeneca, Pfizer e Janssen, que foram doadas através do consórcio Covax, das Nações Unidas.

Deste montante, 3.927.724 são primeiras doses, 3.072.464 são segundas, 363.267 são doses de reforço e 977.499 são vacinas de dose única dadas a pessoas com mais de 12 anos de idade. A cobertura vacinal é de 64% para as primeiras doses e de 56% para as segundas aplicações.

Está prevista para a semana que vem a chegada de 1,9 milhão de doses da vacina da Moderna, conforme anunciado pelo governo boliviano.

A Bolívia totaliza 19.068 mortes e 529.486 casos de covid-19 confirmados desde que a pandemia atingiu o país, em março do ano passado, e 23.370 casos continuam ativos. EFE