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Pelo menos 11 civis morreram neste domingo, entre eles um jornalista, devido a um bombardeio de aviões das Forças Armadas da Turquia a um comboio perto da cidade de Ras al Ain, na Síria, na fronteira entre os dois países.

O Crescente Vermelho Curdo, que atua nos territórios controlados pelos curdos na Síria, informou que, além das 11 mortes, os bombaredeios deixaram 74 feridos.

O diretor de saúde da organização, Sherwan Bery, disse à Agência Efe que o hospital de Tal Tamr recebeu os feridos e os corpos das vítimas que morreram entre eles o de um jornalista. A nacionalidade e o veículo para o qual ele trabalha não foram revelados pelo centro médico, mas a agência de notícias curda "Hawar" informou que seu correspondente Saad Ahmed foi morto no ataque e outros sete jornalistas ficaram feridos.

Por sua vez, o Observatório Sírio de Direitos Humanos calculou em 14 o número de mortos nesse ataque, dos quais 11 eram civis, incluindo o correspondente. Ainda segundo essa ONG com sede no Reino Unido, há menores de idade entre os feridos.

As Forças da Síria Democrática (FSD), aliança de milícias majoritariamente curdas que controlam o território que está sendo invadido pela Turquia, confirmaram o ataque, mas não fizeram uma apuração precisa do número de vítimas, limitando-se a informar em comunicado que ele provocou dezenas de vítimas, entre mortos e feridos.

A nota acrescenta que os veículos, que seguiam de Tal Tamr a Ras al Ain, levavam civis que se opunham à invasão turca, assim como alguns jornalistas de diversos veículos de imprensa, sem especificar quais. Além disso, o grupo estaria acompanhado pelas forças de segurança curdas Asayish.

"O ataque foi direto e de forma brutal, o que revela os planos verdadeiros da Turquia e as suas intenções", diz o comunicado.