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O Cazaquistão produzirá a vacina Sputnik V, desenvolvida Centro de Pesquisas Gamaleya e pelo Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), mas também está perto de anunciar a finalização de um agente imunológico próprio, segundo informou nesta sexta-feira o governo do país.

Hoje, o primeiro-ministro, Askar Mamin, informou o presidente, Kasim-Yomart Tokayev, sobre os progressos feitos na busca por uma vacina cazaque, cuja segunda fase de testes clínicos foi encerrada no último domingo, com evidências de "alta eficácia".

A partir do dia 25 deste mês, a vacina desenvolvida no Cazaquistão será aplicada em 3 mil voluntários no país, como parte da fase número 3 de pesquisa científica, que tem prazo de conclusão previsto para o fim de março, indicou o gabinete da Presidência.

Segundo Mamin, a vacina local terá uma produção inicial de 2 milhões de doses e começará a ser produzida até o fim deste ano.

Além disso, a partir do acordo firmado recentemente entre Tokayev e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a Sputnik V começara ser fabricada no território cazaque a partir do próximo dia 22. Além disso, o agente imunológico também será feito também no Brasil, Índia, China, Coreia do Sul e, provavelmente, na Hungria.

No Cazaquistão, o início da campanha de vacinação contra o novo coronavírus está previsto para o início de 2021, segundo informou o premiê. Na primeira fase, o público alvo será composto por integrantes da linha de frente, como profissionais de saúde, de segurança pública e professores.

A antiga república soviética já registrou 134.706 casos de infecção pelo patógeno e 2.034 mortes por Covid-19, de acordo com dados oficiais.

Além disso, o Ministério da Saúde cazaque mantém paralelamente outra estatística sobre os registros de pneumonia de pessoas que deram negativo para o novo coronavírus. Ao todo, são 42.680 notificações desse tipo, além de 448 óbitos.