EFENova York

O conselho da Boeing retirou nesta sexta-feira do executivo-chefe, Dennis Muilenburg, o cargo de presidente-executivo para que ele possa focar na administração da empresa depois da crise envolvendo os aviões 737 Max.

A Boeing é alvo de várias investigações e críticas pelos dois acidentes em cinco meses com aviões do modelo 737 Max, que provocaram a morte de 346 pessoas.

A maior fabricante de aviões do mundo está agora lutando para que os órgãos de regulação permitam que os 737 Max voltem a voar, uma disputa que está demorando mais do que o previsto pela empresa.

Os 737 Max foram proibidos de voar no mundo todo em março, depois do segundo acidente com um avião do modelo - um voo da Ethiopian Airlines que tinha 157 pessoas a bordo. Antes, em outubro do ano passado, um 737 Max da Lion Air caiu na Indonésia matando 189 passageiros.

Em comunicado, a Boeing informou que a separação dos cargos permitirá que Muilenburg se concentre em fazer com que os 737 Max voltem a voar. O diretor David Calhoun será agora o presidente não executivo da fabricante.

"O conselho tem plena confiança em Dennis como CEO e acredita que esta divisão do trabalho permitirá um enfoque máximo na gestão do negócio", disse Calhoun no comunicado.

Muilenburg disse apoiar totalmente a decisão do conselho.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) também está sendo criticada pelo papel que teve na certificação dos aviões. O órgão é acusado de ser amigável demais com a Boeing.

Os peritos que investigaram o acidente afirmaram que as quedas dos 737 Max ocorreram porque o software de controle de voo falhou.

A Boeing fez atualizações do sistema e está renovando o treinamento de pilotos, duas das exigências feitas à empresa para que ela volte a colocar o 737 Max no ar.