EFEVarsóvia

Cerca de 200 habitantes da cidade polonesa de Gdansk se ofereceram para doar sangue em solidariedade ao prefeito desta cidade, Pawel Adamowicz, em estado grave depois de ter sido atacado a facadas na noite de domingo durante um ato.

"Espero que o prefeito sobreviva a este momento tão difícil. Estamos com ele e esperamos que melhore", disse à rede de televisão "TVN24" uma destas pessoas que, antes de ir trabalhar, decidiu comparecer ao centro de doação de sangue.

O diretor do Hospital Clínico Universitário em Gdansk informou que ocorreram "grandes danos cardíacos, ferimentos no diafragma e na cavidade abdominal", e afirmou que o paciente já recebeu transfusões de sangue.

O agressor é um homem de 27 anos, ex-condenado por roubo em entidades bancárias desta cidade, que depois de atacar Adamowicz pegou um microfone para assegurar que com o seu ataque queria se vingar por ter sido "injustamente preso e torturado".

O agressor foi detido imediatamente e o vice-ministro do Interior da Polônia, Pawel Szefernaker, viajou para Gdansk para supervisionar as diligências policiais, depois das críticas suscitadas pela falta de segurança durante o ato no qual aconteceu o ataque.

Adamowicz, de 53 anos, é membro do principal partido da oposição na Polônia, a força liberal de centro-direita Plataforma Cidadã, e prefeito de Gdansk desde 1998.

O presidente da Polônia, Andrzej Duda, uniu-se nas últimas horas à indignação da sociedade polonesa diante desta tentativa de assassinato e expressou seu pesar através de sua conta da rede social Twitter, onde pediu a seus compatriotas que tenham Adamowicz em suas orações.