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O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, alertou nesta quinta-feira que a realização de um ataque militar dos Estados Unidos ou da Arábia Saudita contra o Irã acarretaria "uma guerra total".

Zarif afirmou em entrevista à emissora "CNN" em Teerã que, se EUA e Arábia Saudita concretizarem a resposta militar que estudam realizar contra o Irã, tudo derivaria em um conflito que causaria "muitas mortes".

"Não queremos participar de um confronto militar, mas não hesitaremos na hora de defender o nosso território", argumentou o diplomata.

EUA e Arábia Saudita responsabilizam o Irã pelos ataques cometidos no sábado passado contra refinarias da petroleira saudita Aramco, a maior do mundo. O chefe da diplomacia iraniana reiterou que seu país não está envolvido nesses ataques, que foram reivindicados pelos rebeldes houthis do Iêmen, aliados do Irã.

"Sei que nós não os realizamos. Sei que os houthis declararam que os realizaram", acrescentou.

No entanto, a Arábia Saudita insistiu na quarta-feira que os ataques foram efetuados com 18 drones e 7 mísseis iranianos e que foram lançados do norte, e não do Iêmen, localizado ao sul do reino, mas não detalhou se o Irã foi a origem da ofensiva.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que os ataques de sábado contra as instalações da Aramco foram um "ato de guerra" do Irã e que "não veio dos houthis".

Zarif denunciou que os aliados dos Estados Unidos na região - Israel, Arábia Saudita e Emirados Árabes - "tentam enganar" o presidente americano, Donald Trump, e conduzi-lo a uma guerra. Para tentar esclarecer o ocorrido, especialistas da ONU viajaram à Arábia Saudita para investigar os ataques.