EFEIslamabad

A cantora americana Cher chegou ao Paquistão nesta sexta-feira para libertar o elefante Kaavan de um zoológico de Islamabad, onde ele vive há 35 anos, e levá-lo para um santuário no Camboja, após a realização de uma intensa campanha em liderada pelas ONGs Free the Wild e Four Paws International.

"Acabei de chegar de uma reunião com o primeiro-ministro, Imran Khan, para agradecê-lo por possibilitar que eu leve o Kaavan para o Camboja", pulicou a também atriz, em sua conta no Twitter.

A estrela explicou que o elefante, de 37 anos, que passou a maior parte da sua vida em cativeiro, deixará um zoológico na capital do Paquistão para ir para um santuário no Camboja, já neste domingo.

O animal, que passa muito tempo acorrentado e sozinho desde a morte da companheira, Saheli, em 2012, sofre de depressão e de outros problemas mentais.

A transferência do elefante para o santuário é uma difícil missão que começou há meses, com a reabilitação do animal, que passou a escutar músicas de Frank Sinatra para relaxar e a fazer uma dieta rigorosa para reverter o excesso de peso.

Nas últimas semanas, Ingo Schmidinger, integrante da ONG Four Paws, começou a treinar o animal para que se acostume a estar dentro do contêiner no qual permanecerá por sete horas, durante o vôo particular que sairá de Islamabad para levá-lo a Phnom Penh.

Uma vez no santuário no Camboja, Kaavan ficará sozinho em um primeiro momento e, quando ele estiver pronto, terá permissão para se juntar a outros elefantes.

Por sua parte, Khan elogiou a celebridade americana por promover a campanha para ajudar o elefante.

"Apreciando seus esforços para levar Kaavan para um santuário de elefantes, o primeiro-ministro agradeceu a Cher por sua campanha", informou o governo paquistanês através de um comunicado.

O destino de Kaavan era discutido há anos. Em 2016, o parlamento do Paquistão já havia recomendado que o elefante, um presente oficial dado pelo governo do Sri Lanka em 1985, fosse solto em um santuário devido ao mau estado de saúde, iniciativa que acabou não sendo levada adiante. EFE

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