EFESantiago (Chile)

O Chile registrou nesta terça-feira 3.198 novos casos de covid-19, a marca mais baixa desde o início de março - quando a segunda onda se agravou e levou o sistema hospitalar ao limite - e que mostra inícios de que a pandemia está sendo reduzida em paralelo ao avanço da vacinação.

Embora o número de novas infecções seja sempre menor às terças-feiras, devido ao atraso na realização de testes de PCR aos fins de semana, não havia uma terça-feira com tão poucos contágios desde 3 de março, de acordo com os números do Ministério da Saúde.

Após as férias em fevereiro, o Chile foi atingido por uma segunda onda da pandemia que colocou o sistema de saúde à beira do colapso, forçou fechamento das fronteiras e levou ao confinamento de mais de 90% da população durante mais de um mês, incluindo toda a capital.

Em abril, os casos atingiram máximas históricas de mais de 9.000, mas há uma semana se estabilizaram em cerca de 6.000, um progresso que levou as autoridades a iniciarem uma suspensão gradual das quarentenas.

Apesar da estabilização das infecções, a saturação das unidades de terapia intensiva (UTI) permaneceu acima de 95% durante semanas e nas últimas 24 horas o número de pacientes críticos foi de 3.303, o que significa que existem apenas cerca de 230 leitos disponíveis em unidades deste tipo.

A taxa de positividade nacional - número de infecções por 100 testes de PCR - nas últimas 24 horas foi de 9,6% após a realização de mais de 29 mil testes, disseram as autoridades sanitárias.

Ao mesmo tempo, o país tem um dos processos de vacinação mais bem-sucedidos do mundo, com mais de 8 milhões de pessoas (mais de 54% da população) vacinadas com pelo menos uma dose, e mais de 45% tendo já recebido duas doses.

O governo apressou o calendário de vacinação de olho nas eleições dos dias 15 e 16 de maio, e espera vacinar com pelo menos uma as pessoas com mais de 35 anos de idade até o pleito.

Com os 3.198 novos casos, o Chile chegou a um total acumulado de mais de 1,2 milhão de contágios e 26.696 mortes por complicações da covid-19, após 37 óbitos nas últimas 24 horas.