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O Chile, que esteve à beira de um colapso sanitário devido à pandemia por várias semanas, registrou nesta quarta-feira, e pela primeira vez desde maio, menos de 40 mil casos ativos de covid-19 e acrescentou 4.347 novas infecções.

"A variação de casos novos confirmados em nível nacional é de -10% em comparação à média dos últimos sete dias", informou o Ministério da Saúde.

Com os 4.347 novos casos, um número inferior aos dos últimos dias, e as 57 mortes, o saldo total da crise sanitária chega a mais de 1,49 milhão de infecções e 39.176 vítimas.

A taxa de positividade em todo o país - número de casos positivos por 100 testes PCR realizados - foi de 9,9%, e de 11% na capital.

Durante o último mês, o país vive uma retomada das infecções e não consegue deixar para trás uma segunda onda da pandemia que começou em março, apesar de realizar um dos processos de vacinação mais bem-sucedidos do mundo.

A taxa de ocupação hospitalar em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) permanece acima de 95%, com 3.301 pacientes em estado grave (um dos maiores números desde o início da pandemia), o que implica que apenas 183 leitos gratuitos permanecem livres em todo o país.

Paralelamente, foi possível imunizar com duas doses mais de 9 milhões dos 19 milhões de habitantes do país, equivalente a 60% da população, e mais de 76% receberam a primeira dose.

Esses números colocam o Chile como o segundo país com maior porcentagem de população completamente imunizada no mundo, segundo dados da Universidade de Oxford.

Para evitar a propagação do vírus, as autoridades colocaram em quarentena toda a cidade de Santiago desde o último sábado, assim como dezenas de bairros em todo o país.

Este é um confinamento mais flexível que os anteriores, uma vez que aqueles que têm a carteira de vacinação - medida recentemente implantada - poderão passear e fazer compras essenciais sem restrições: os demais só podem sair duas vezes por semana.

O Chile mantém suas fronteiras fechadas até o próximo dia 30. O toque de recolher obrigatório é mantido das 22h às 5h (hora local), assim como o estado de emergência.