EFEPequim

A China aprovou nesta segunda-feira a utilização interna no Exército da nova vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Científico Militar e pela empresa biofarmacêutica chinesa CanSino Biologics.

A companhia, com sede na cidade de Tianjin, no nordeste do país, indicou que sua nova vacina recombinante contra o coronavírus (vetor de adenovírus Ad5-nCoV) foi aprovada pelo Exército na última quinta-feira para "uso pelos militares" como partes dos "medicamentos para necessidades especiais", de acordo com a mídia local.

Além disso, a empresa informou que os testes clínicos das fases 1 e 2 da vacina foram realizados na China e que a última etapa foi concluída no último dia 11.

Além disso, a farmacêutica observou que os testes confirmaram a "boa segurança da vacina", bem como sua "alta imunidade" e um nível adequado de resposta imune celular.

"Os resultados contínuos dos testes mostram que a vacina Ad5-nCoV tem o potencial de prevenir doenças causadas pela SARS-CoV-2", disse a CanSino Biologics, citada pelo site de notícias "Finance Sina".

O uso da vacina foi aprovado apenas para "uso interno do Exército" e seu escopo "não pode ser estendido" sem a aprovação do departamento de Suporte Logístico da Comissão Militar Central.

Cinco dias atrás, a Academia de Ciências Militares disse que os cientistas chineses "haviam feito um grande avanço no estudo de novos anticorpos contra o coronavírus".

Uma equipe liderada por Chen Wei, pesquisador da Academia, descobriu o primeiro anticorpo monoclonal neutralizante altamente eficiente e os resultados desse estudo foram publicados na revista "Science" no último dia 22.

A vacina recombinante contra o adenovírus desenvolvida pela equipe de Chen foi a primeira no mundo a entrar nos testes clínicos da fase 2, de acordo com o jornal digital "Caixin".

No entanto, os resultados completos dos ensaios desta fase ainda não foram publicados.