EFEPequim

As autoridades da China pediram nesta quinta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que "faça o que diz" e respeite a soberania de Pequim sobre Hong Kong, embora não tenham esclarecido se haverá uma reunião entre o líder americano e seu colega chinês, Xi Jinping, para tratar sobre a crise na cidade autônoma.

Em um breve comunicado publicado no site do Ministério das Relações Exteriores, a porta-voz da instituição Hua Chunying lembrou que "os assuntos de Hong Kong são assuntos puramente internos da China".

"Observamos que o presidente Trump disse anteriormente que 'Hong Kong é parte da China e a solução eles mesmos têm que tomar, sem recomendações (externas)'. Esperamos que os Estados Unidos façam o que diz", apontou Hua.

Esta foi a resposta de Pequim a uma mensagem publicada pelo líder americano no Twitter, no qual convidava Xi a se reunir para tratar a crise de Hong Kong.

"Conheço o presidente Xi muito bem. É um grande líder que tem um grande respeito pelo seu povo. Também é um bom homem nos assuntos 'difíceis'. Não tenho nenhuma dúvida que se o presidente Xi quiser resolver o problema de Hong Kong rapidamente e humanamente, poderá fazer. Uma reunião em pessoa?", escreveu Trump no Twitter.

A respeito deste convite, a porta-voz da chancelaria chinesa se limitou a dizer que "os chefes de Estado da China e dos Estados Unidos mantiveram a comunicação através de reuniões, ligações telefônicas e (outras) conexões".

No mesmo comunicado, Hua respondeu também à adição de quatro companhias chinesas dedicadas à energia nuclear à lista negra comercial americana.

"A China se opõe decididamente aos Estados Unidos tentarem danificar nossos interesses e do mundo através de ações unilaterais e políticas protecionistas", indicou antes de dizer a Washington que "ponha fim a práticas errôneas" e que "resolva os problemas através de consultas".