EFENursultan

As cidades inteligentes não só facilitam a vida dos habitantes, como também potencializam o turismo, afirmou nesta quinta-feira, em Nursultan, o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), Zurab Pololikashvili.

"As cidades inteligentes têm a enorme capacidade de influenciar positivamente não só na vida das pessoas que as habitam, elas também têm uma grande influência no turismo", disse Pololikashvili na VIII Cúpula Global sobre Turismo Urbano, que teve início nesta quinta-feira na capital do Cazaquistão.

O evento, que terminará no próximo sábado e apresenta o tema "Cidades inteligentes, destinos inteligentes", conta com a participação de mais 1.400 representantes de 80 países.

"O setor turístico precisa interagir com a sociedade, com as autoridades locais. Temos que explicar o papel do turismo no desenvolvimento econômico todo país", disse Pololikashvili.

O secretário-geral da OMT destacou que o turismo atualmente se desenvolve muito rapidamente, o que traz uma série de problemas relacionados ao setor.

"Este fórum oferece um espaço para que ministros e prefeitos falem sobre o turismo", comentou.

Como exemplo de cidade inteligente, Pololikashvili citou Nursultan, que sedia o evento.

"Há 20 anos, aqui havia um batatal. Hoje, é uma das cidades mais modernas e que mais rapidamente se desenvolve na região (da Ásia Central", argumentou.

O primeiro-ministro do Cazaquistão, Askar Mamin, afirmou que as autoridades do país têm o propósito de trabalhar com grandes empresas internacionais para promover o turismo.

"Atualmente, o turismo corresponde a 10% do PIB, 10% dos postos de trabalho e 5% do total da indústria", disse Mamin, que destacou a ajuda do setor ao desenvolvimento sustentável das cidades.

O diretor-geral de Turismo de Barcelona, Joan Torrella, destacou em declarações à Agência Efe as grandes mudanças ocorridas no turismo em nível mundial, muitas delas relacionados com a tecnologia.

"Eu talvez ressaltaria a individualização da experiência turística. Cada vez mais as pessoas deixam de viajar com operadoras turísticas, em grandes pacotes, mas com nossos 'smartphones'. Com o nosso conhecimento fazemos muito e compramos experiências", explicou.

Torrella disse que em Barcelona este fenômeno dificulta cada vez mais o planejamento no setor "porque o visitante faz uma autogestão e decide no último momento que coisas fazer no destino para onde vai".

A outra tendência importante, na opinião de Torrella, é "o papel desempenhado pelas grandes plataformas de internet como intermediadores da oferta e da demanda, especialmente no alojamento turístico".

"Isso mudou o paradigma do visitante com o destino porque a facilidade de entrar em contato com o comprador e o vendedor quebrou as regras do jogo do mercado", resumiu.