EFEHavana

Cuba bateu um novo recorde de infecções diárias por covid-19 nesta segunda-feira, após a confirmação de 1.561 casos, com o que acumula agora um total de 169.365, segundo o balanço diário do Ministério da Saúde Pública (Minsap).

Dos novos casos, 1.511 são autóctones e 50 importados, quase todos da Rússia.

Por sua vez, o número total de mortos na ilha subiu para 1.170 após a adição dos 11 óbitos notificados nas últimas 24 horas.

No momento, 33.764 pessoas estão internadas em hospitais e centros de isolamento cubanos, das quais 8.364 são casos ativos - 58 em estado crítico e 103 em situação grave -, 7.238 apresentam sintomas suspeitos e as demais estão sob vigilância epidemiológica.

As províncias de Havana, Matanzas e Mayabeque relataram o maior número de positivos do último dia, com 320, 173 e 128, respectivamente.

Junho já se tornou o pior mês da pandemia no país caribenho, com o total de 26.042 infecções e 205 mortes em apenas 20 dias.

Em territórios de risco da ilha, incluindo a capital Havana, está sendo realizado um estudo de intervenção sanitária com a Abdala e a Soberana 02, as duas mais avançadas candidatas a vacinas contra a covid-19 das cinco desenvolvidas por Cuba.

Mais de 2,2 milhões de cubanos receberam pelo menos uma dose desses imunizantes como parte dos testes clínicos e estudos de intervenção, segundo dados oficiais.

Ambas vacinas estão em fase final de testes clínicos - que determinam sua eficácia -, mas ainda não possuem o registro farmacológico, nem a autorização de uso emergencial do órgão regulador da ilha.

No sábado passado, cientistas responsáveis pela análise da Soberana 02 informaram que essa vacina, desenvolvida pelo Instituto Finlay de Vacinas (IFV), apresentou eficácia de 62% nos estudos preliminares da terceira fase dos ensaios clínicos.

Além disso, adiantaram que nos próximos dias solicitarão ao Centro de Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (CECMED), órgão regulador de Cuba, a autorização para o uso emergencial desse imunizante.

Cuba não é membro do consórcio Covax da Organização Mundial da Saúde (OMS), criado para que países de baixa e média renda tenham acesso a vacinas, nem as comprou no mercado internacional.