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O Centro para a Prevenção de Doenças Infecciosas da Coreia do Sul (KCDC) anunciou neste sábado um total 229 novos casos de Covid-19, a enfermidade causada pelo coronavírus de Wuhan, na China, aumentando o total no país para 433.

Este é o quarto dia consecutivo de recorde de diagnósticos em território sul-coreano. Pela manhã (hora local), havia sido divulgado que havia 142 novos casos, mas outros 87 foram confirmados horas depois, alcançando a marca de 229.

Apenas nos últimos quatro dias, aumentou em 14 vezes o número de infectados no país, a maioria registrados na cidade de Daegu, ao sudeste de Seul. Até o momento, houve duas mortes.

As autoridades sanitárias sul-coreanas seguem afirmando que a epidemia da Covid-19 está em fase controlável.

De acordo com o KCDC, de todos os 229 casos que foram registrados hoje, 95 são de internações no principal hospital do condado de Cheongdo, que já havia sido declarado "área de atenção especial", junto com Daegu.

A unidade de Cheongdo foi aquela em que foram atendidos os dois infectados que acabaram morrendo.

Outros 100 novos casos são de fiéis da igreja Shincheonji, cujo culto cristão se tornou um dos focos da infecção nesta região da Coreia do Sul. Os seguidores religiosos são provenientes, em maioria, de Daegu e da vizinha província de Gyeongsang do Norte.

A própria igreja anunciou que outros nove membros de outras regiões do país, inclusive Seul, estão infectados.

O KCDC acredita que uma mulher de 61 anos foi o agente "super contagiante" durante as missas que chegam a reunir mais de mil pessoas a cada domingo em Daegu. O órgão colocou em quarentena mais de 9,3 mil seguidores, e os templos da igreja foram fechados. EFE

asb/bg

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