EFESihanoukville (Camboja)

O cruzeiro MS Westerdam com mais de 2 mil pessoas a bordo, entre eles cinco brasileiros entre os passageiros, chegou nesta quinta-feira no Camboja, após recusa de outros cinco países por medo de que haja algum caso de coronavírus no interior.

A embarcação, que pertence à companhia Holland America Line, chegou durante a manhã (hora local) na costa de Sihanoukville, onde está o principal porto marítimo do país, segundo confirmou o porta-voz do governo, Neth Pheaktra, através do Twitter.

Equipes de saúde estão encarregadas de examinar os 1.455 passageiros e os 805 tripulantes, que seguirão em quarentena dentro do cruzeiro, até que seja descartado qualquer caso de infecção pela chamada pneumonia de Wuhan, cidade que foi o epicentro da epidemia.

Segundo o jornal "Khmer Times", as autoridades enviaram para um laboratório da capital do Camboja, Phnom Penh, 20 amostras de sangue de passageiros que ficaram doentes recentemente, para avaliar se havia infecção pelo coronavírus.

Segundo a lista de passageiros, há cinco brasileiros no cruzeiro. Além disso, constam 651 americanos, 127 britânicos, 91 holandeses, e pessoas de cerca de outras 30 nacionalidades.

A embarcação partiu no dia 1º de fevereiro de Hong Kong e deveria ter chegado no último sábado a Yokohoma, no Japão, mas as autoridades locais negaram o direito de entrada, após uma pessoa a bordo apresentar sinais de portar o coronavírus.

Posteriormente, Taiwan, Filipinas, Guam e Tailândia também rejeitaram a chegada do MS Westerdam.

O Camboja autorizou nesta quarta-feira a atracação do cruzeiro, já que a companhia informou que o barco não está em quarentena e não tem qualquer motivo para que haja suspeita de novos casos do coronavírus.

O caso do MS Westerdam veio a público depois que as autoridades japonesas colocaram outro cruzeiro em quarentena, o Diamond Princessa, onde mais de 250 infectados foram registrados entre as 3.700 pessoas a bordo. EFE

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