O presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, abriu neste domingo a 5ª Cúpula do Cáspio, na qual será assinada a convenção sobre o status jurídico do Mar Cáspio, após mais de 20 anos de negociações.

Além do chefe de Estado anfitrião, participam do encontro os líderes dos outros quatro países envolvidos: Azerbaijão, Ilham Aliyev; Irã, Hassan Rouhani; Rússia, Vladimir Putin, e Turcomenistão, Gurbanguly Berdimuhamedov.

"O Cáspio é uma eficaz ponte de cooperação não só entre os países banhados por ele, mas também entre a Ásia e a Europa", disse Nazarbayev, que qualificou a data como "histórica" e que destacou que, apesar das complexidades do processo, os cinco países chegaram a um acordo.

A reunião de hoje sela princípios que irão reger a atividade desses Estados no maior lago do mundo, assim como os assuntos relativos à delimitação das águas territoriais, o fundo, navegação, preservação do meio ambiente e segurança. Neste último aspecto, o projeto da convenção estabelece que os países de fora do Cáspio não poderão ter presença militar nas suas águas.

Com uma superfície de 370.886 km2, o Cáspio foi partilhado entre Rússia e Irã, conforme os tratados de 1921 e 1940, até a desintegração da União Soviética, em 1991. O surgimento de três novos países às margens dele - Cazaquistão, Turcomenistão e Azerbaijão - gerou a necessidade de uma nova divisão do espaço e de suas riquezas. Com base em diversos estudos, o lago de água salgada possui reservas de petróleo.