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Mais de 40 pessoas, incluindo soldados e suspeitos de terrorismo, morreram na segunda-feira em uma feroz batalha na região de fronteira do Mali e Níger pelos exércitos dos dois países contra um grupo de jihadistas que estavam perseguindo.

As Forças Armadas do Mali (Fama), que ontem mesmo reconheceram o fato, mas relataram apenas sete mortos em suas fileiras, disseram hoje que no conflito perderam 24 soldados, além de outros 29 feridos, enquanto que não há notícias de baixas entre os militares do Níger.

Quanto aos supostos jihadistas, cuja filiação é desconhecida, 17 deles morreram em combate e mais de 100 foram presos e conduzidos pelos militares nigerianos até a cidade de Tiloa.

Os exércitos do Níger e Mali, como o de Burkina Faso, colaboram cada vez mais ativamente na luta contra os jihadistas e outros grupos armados que tradicionalmente se aproveitam da fragilidade das fronteiras para atacar em um país e procurar refúgio no outro.

Neste sentido, a Fama e as Forças de Defesa e Segurança do Níger haviam montado ontem uma operação conjunta transfronteiriça chamada "Tongo Tongo", que patrulhava a aldeia de Tabankort, no território do Mali, quando foram surpreendidos por fogo hostil, o que explica o motivo dos militares terem sofrido as maiores baixas.

A colaboração também se estende ao contingente francês de Barkhane, implantado desde 2014 nesses países do Sahel e composto por cerca de 4,5 mil soldados franceses que se deslocam livremente de um Estado para outro em busca de suspeitos de terrorismo.