EFENações Unidas

O Conselho de Segurança (CS) da ONU aprovou nesta sexta-feira uma resolução que amplia as sanções contra o Sudão do Sul e impõe um embargo de armas sobre o país.

A medida, impulsionada pelos Estados Unidos, seguiu em frente em uma votação apertada, na qual obteve o apoio de nove países, o mínimo necessário para ser adotada.

Os países africanos, que junto a outros Estados membros se abstiveram, advertiram que o embargo de armas e as novas sanções podem ser contraproducente em um momento no qual as partes do conflito sul-sudanês estão conseguindo avanços em suas negociações de paz.

A Etiópia, por exemplo, afirmou que a medida terá "implicações muito sérias" e poderia "minar o processo de paz", piorando ainda mais a situação da população à qual se busca proteger.

Apesar da sua oposição, os países africanos optaram pela abstenção, como fizeram entre outros Rússia e China, que preferiram não usar seu direito de veto para bloquear a resolução.

Do outro lado, a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, insistiu que a medida era necessária para conter de uma vez por todas a violência.

"O objetivo desta resolução é simples. Se vamos ajudar o povo do Sudão do Sul, temos que parar a violência e, para isso, parar o fluxo de armas", disse Haley.

Finalmente, a resolução aprovada hoje impõe um embargo de armas até o dia 31 de maio de 2019 sobre o país africano e acrescenta dois novos nomes à lista de personalidades sancionadas: o líder rebelde Paul Malong Awan e Malek Ruben Riak, um alto comandante do Exército.