EFEBuenos Aires

A ex-presidente argentina Cristina Kirchner classificou neste domingo o governo de seu sucessor, Mauricio Macri, como "catástrofe econômica e social" e confirmou que na segunda-feira começará a depor como parte de uma investigação sobre uma suposta rede de propinas durante o kirchnerismo.

Atualmente senadora, a ex-mandatária publicou uma mensagem no Twitter na qual pediu para que os militantes kirchneristas não se mobilizem amanhã para acompanhá-la quando se apresentar ao juiz Claudio Bonadio nos tribunais federais de Buenos Aires, como fizeram em ocasiões anteriores.

"Coloquemos todo o nosso esforço e energia para acompanhar e ajudar aqueles que estão passando muito, mas muito mal, nesta verdadeira catástrofe econômica e social que é o governo de Mauricio Macri", afirmou.

Cristina confirmou que vai se apresentar aos tribunais, como fez "em cada requerimento judicial", para prestar depoimento neste caso, aberto por causa de uma investigação do jornal "La Nación" que aponta para um suposto pagamento de milhões de dólares em dinheiro por empresários a membros de seu governo e do seu marido, o falecido Néstor Kirchner.

A investigação foi iniciada a partir de cadernos escritos por Oscar Centeno, que foi motorista do ex-secretário de Coordenação do Ministério de Planejamento argentino, Roberto Baratta, quem supostamente coordenava os pagamentos feitos em troca de licitações de obras públicas nesse período.

Há duas semanas, Bonadio pediu autorização ao Senado para inspecionar os domicílios de Cristina Kirchner, que conta com privilégios parlamentares, a fim de achar dados relacionados com o caso.