EFECopenhague

Os governos da Dinamarca e da Noruega anunciaram nesta sexta-feira a reabertura das fronteiras entre os dois países e o veto a viajantes provenientes da Suécia, país na Escandinávia mais afetado pela pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

A confirmação da medida recíproca foi feita em entrevistas coletivas concedidas simultaneamente pelas primeiras-ministras dinamarquesa, Mette Frederiksen, e norueguesa, Erna Solberg.

A Suécia, que chegou a ser citada pelo presidente Jair Bolsonaro como exemplo para o Brasil, por não decretar medidas rígidas, tem índice de mortalidade muito superior ao dos países vizinhos da Escandinávia, apesar de números mais baixos ao de Espanha, Itália, Reino Unido, entre outros.

"Dinamarca e Suécia têm uma relação próxima, e queremos seguir tendo no futuro, mas estão em diferentes situações referentes ao coronavírus e isso tem importância na hora de tomar decisões sobre as fronteiras", explicou Frederiksen.

Além da Noruega, a Dinamarca também abrirá fronteiras para viajantes vindos da Islândia e da Alemanha, em todos os casos, com restrições como obrigação de reservar uma hospedagem de ao menos seis dias fora da capital, na chegada, e com o governo se guardando ao direito de testar os turistas para Covid-19 aleatoriamente.

A Noruega, por sua vez, não fará qualquer restrição para pessoas provenientes do vizinho e avalia possibilidade de abertura gradual para algumas regiões da Suécia, conforme explicou Solberg.

Temos falado com o primeiro-ministro sueco (Stefan Löfven) e com autoridades de saúde. Eles entendem que começamos com uma solução bilateral e que estamos dispostos a seguir conversando", explicou a chefe de governo.

Apesar da reabertura parcial das fronteiras, as primeiras-ministras de Dinamarca e Noruega fizeram um apelo para que a população dos dois países evite as viagens desnecessárias, para minimizar o risco de novo pico da Covid-19.